Minha última postagem foi há 10 meses. Me sinto envergonhada por esse abandono. Muita coisa aconteceu nesse período e tive um grande "salto" no meu auto-conhecimento.
Expectativas de mudança de domicílio no mês de Dezembro me animaram, mas o "sinto muito, não será agora" caiu como um balde de água fria.
A pós-graduação e o curso de espanhol têm trazido bastante informação, ocupação e a chance de fazer novas amizades e de me tirar do casulo, mas não foram o bastante pra me manter animada, já que as minhas ambições "não cabem em mim".
Ele sempre tentou me animar, sinto que ele sofre junto comigo. Ele me conhece bem, e sabe quando estou mentindo. Eu sinto vergonha de ele sempre ter que cuidar de mim, apesar de saber que ele o faz por prazer. Queria ser o segundo pilar da casa.
Em Abril fui visitar os meus pais, dessa vez sem as 7 horas de sofrimento dentro de um ônibus. Fui de GOL. Uma delícia. Nunca mais viajo de busão.
A minha falta de paciência e a necessidade de reconhecimento (em todos os âmbitos) me levaram a um estado de autodepreciação, somatizei sintomas e cai em depressão. A psicoterapia tem sido de suma importância, pois sem ela eu certamente teria dificuldades em identificar o problema e procurar "auxílio químico" rapidamente.
Quando estamos com depressão, ficamos idiotas: o nosso sofrimento é sempre maior que o dos outros, não conseguimos encontrar solução pra nada, não conseguimos nos divertir com nada, esquecemos o que é ter sono, explodimos por qualquer coisa, temos vontade de morrer e medo da vida em si; enfim DEPRESSÃO é uma merda. Remédio: antidepressivos, tranquilizantes (Bupropiona + alprazolan + sibutramina, e às vezes Rivotril) e psicoterapia. Esses são meus amigos temporários: nunca mais vomitei.
